
A importância do nome de Dante Delmanto é tão grande para o Palestra Itália/Palmeiras que não seria possível resumi-la em apenas um único capítulo desta seção. Assim, dividamos a história deste renomado e inesquecível presidente em duas partes: a primeira falará de suas ações em nível pessoal e clubístico, e a segunda – que recordaremos no próximo mês – tratará das conquistas obtidas no futebol.
Dante Delmanto, advogado criminal, deputado e desportista, nasceu em 22 de fevereiro de 1907 na cidade de Botucatu/SP. Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1924 e foi membro do Partido da Juventude, agremiação estudantil ligada ao Partido Democrático, pelo qual participou, como representante dos estudantes daquela Faculdade, da Campanha da Aliança Liberal, percorrendo o Norte e Nordeste e pregando os ideais da Revolução de 1930.
Quando ainda era acadêmico recebeu, por seus méritos, uma bolsa de estudos da Fundação Carnegie para cursar a Faculdade de Direito Internacional de Haia, na Holanda. Formando-se em 1929, abraçou a advocacia criminal. Com apenas 28 anos, elegeu-se deputado da Assembléia Constituinte do Estado de São Paulo pelo Partido Constitucionalista, sendo o parlamentar mais votado daquela eleição. Cassado em 1937 pelo golpe de Estado, retornou à advocacia criminal, da qual nunca mais se afastou.
Defendeu milhares de réus perante os Tribunais Brasileiros, inclusive perante o Tribunal de Segurança Nacional, durante a vigência do Estado Novo de 1937, e perante a Justiça Militar, após 1964. Recebeu homenagem da Ordem dos Advogados do Brasil da Câmara Municipal de São Paulo e publicou o livro "Defesas que Fiz no Júri".
Quando tinha apenas 25 anos, foi eleito o sucessor de Luís Eduardo Matarazzo e assumiu a presidência do Palmeiras, a qual ocupou de 4 de março de 1932 a 17 de novembro de 1934. Além de investir pesado no futebol e contratar importantes jogadores, Delmanto também teve uma efetiva participação em outras atividades. Foi sob sua gestão, por exemplo, que se construíram as arquibancadas do Estádio Palestra Itália, instalou-se o alambrado separando o gramado das partes sociais e populares (aliás, o primeiro do Brasil), ampliou-se a praça esportiva para que no clube pudessem ser praticados esportes como atletismo, natação, tênis e tiro ao alvo, iniciou-se a construção das quadras de tênis e do parque infantil e, também, forma plantadas as primeiras árvores (daí a expressão outrora utilizada pela Imprensa: “as alamedas do Parque Antártica”), entre outras.
Especificamente no futebol, é importante ressaltar que, ao contrário de algumas fortes correntes dentro do clube, o presidente Dante Delmanto defendia a adoção do profissionalismo e foi um dos que mais lutaram pela implantação deste sistema dentro do Palestra Itália. Sua posição, ver-se-ia pouco depois, estava correta, já que o time principal faturou importantíssimos títulos sob sua gestão.
E será justamente sobre isso que falaremos em nosso próximo encontro.
10/02/10 18h00m - Dante Delmanto: nosso único tri foi com ele - Parte I
10/01/10 05h00m - Luís Eduardo Matarazzo - Um presidente de arquibancada
10/12/09 05h00m - Giuseppe Perrone - O presidente do bi
10/11/09 05h00m - Francisco de Vivo: o presidente supercampeão – Parte IV (Final)
10/10/09 10h00m - Francisco de Vivo: o presidente supercampeão - Parte III
10/09/09 19h00m - Francisco de Vivo: o presidente supercampeão - Parte II
10/08/09 05h00m - Francisco de Vivo: o presidente supercampeão - Parte I
10/07/09 05h00m - David Pichetti: nosso estádio começou com ele
10/06/09 18h00m - Menotti Falchi: o primeiro campeão – Parte II (Final)
10/05/09 05h00m - Menotti Falchi: o primeiro presidente da casa - Parte I
10/04/09 00h05m - Valentino Sola: tão efêmero quanto importante
10/03/09 05h29m - Güido Farti: tino empresarial, criatividade e pulso firme – Parte III (Final)
10/02/09 05h00m - Güido Farti: tino empresarial, criatividade e pulso firme - Parte II
10/01/09 05h00m - Güido Farti: tino empresarial, criatividade e pulso firme - Parte I
10/12/08 05h00m - Ludovico Bacchini: o presidente do Paulistão
10/11/08 05h00m - Leonardo Pareto: sem lenço, sem documento. E sem dinheiro também.
10/10/08 10h00m - Augusto Vaccaro: o amor à Itália falou mais alto
09/09/08 00h00m - Ezequiel Simone: do patrocínio à "ditadura"

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